segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Bom dia pessoal :)

Segunda-feira chuvosa em Além Paraíba !
Hj à noite, o 4º período, tem prova de Corporeidade e  Movimento, isso me fez reabrir o trabalho do meu grupo desse semestre. Nosso tema era Jogos Olfativos, de Paladar e de Equilíbrio e o trabalho consistia em trazermos para a sala de aula atividades em que fossem trabalhadas tais habilidades motoras. Jogos em que as crianças estivessem aprendendo a desenvolver a sua coordenação motora e se movimentassem. Peço licença aos meus companheiros de grupo para disponibilizar o nosso trabalho na internet afim de que mais pessoas tirem proveito das ideias de atividades que realizamos. As atividades foram todas realizadas dentro de sala de aula, o q se torna uma excelente dica para um dia de chuva como hj.

beeeijo, beeeijo

Maria Laura



UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
UNIDADE LEOPOLDINA
CURSO DE PEDAGOGIA











ANA PAULA LUCAS NEGRÃO CARDOSO
JOHN DAVID MORAES CORREA
LORENNA MEDEIROS
MARIA LAURA SOUZA CAÇADOR












JOGOS OLFATIVOS, GUSTATIVOS E DE EQUILÍBRIO
















UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
UNIDADE LEOPOLDINA
CURSO DE PEDAGOGIA











ANA PAULA LUCAS NEGRÃO CARDOSO
JOHN DAVID MORAES CORREA
LORENNA MEDEIROS
MARIA LAURA SOUZA CAÇADOR













JOGOS OLFATIVOS, GUSTATIVOS E DE EQUILÍBRIO








Trabalho orientado pela professora Martha, como parte integrante das exigências da disciplina de Corporeidade e Movimento do curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Minas Gerais
Unidade de Leopoldina.




INTRODUÇÃO

As memórias gustativa e olfativa assim como as noções de equilíbrio são desenvolvidas a partir de percepções associadas ao treinamento das mesmas ao longo da vida, principalmente na fase da infância, e é por eles que construímos a nossa identidade. É difícil falar de qualquer tipo de percepção seja ela gustativa, olfativa ou de equilíbrio, sem entrarmos no âmbito dos porquês de todas essas serem de extrema importância para o desenvolvimento infantil.
Esse conceito será abordado no trabalho a seguir em conjunto com as possibilidades de intervenção que o pedagogo deve realizar com seus alunos para que esses consigam começar a desenvolver as habilidades acima referidas como atividades diárias contribuindo assim para um crescimento pessoal de cada criança adequado a sua faixa etária.
A memória olfativa e gustativa
            É a partir da memória gustativa e olfativa que passamos a construir a nossa identidade, ao optar pelo gosto de determinados alimentos e pelo cheiro de outros estamos exercendo a nossa capacidade escolha. Nesse processo os profissionais que lidam com a educação devem  utilizar de diversas maneiras para incentivar as crianças a ter uma alimentação vasta em alimentos diferentes, o que sucederá uma saúde melhor pela ingestão de maiores quantidades e variedades de vitaminas. É importante salientar que nós aliamos o cheiro de determinado alimento ao gosto do mesmo, sendo assim quando o cheiro não for agradável é difícil fazer com que as crianças se sintam satisfeitas em ter que comer aquele alimento.
  • Como sugestões de atividades gustativa ressaltamos as seguintes:
Jogo: Quatro equipes, cada uma diferenciada por uma cor (os alunos poderão associar a cor ao sabor que desejarem). Cada equipe deverá ter a mesma cor, destacada através de coletes ou lenços amarrados no braço, e representará um sabor (doce, salgado, azedo e amargo);
Depois de divididos cada equipe encontrará um refúgio que deverá ser afastado um do outro;
O jogo começa com todos reunidos no meio do espaço de aula (todos longe se seus refúgios). A partir daí o professor deverá gritar o nome de um alimento citado pelos alunos no momento da classificação (lista montada junto com os alunos). Se o alimento for, por exemplo, doce, o sabor doce passa a ser dominante e como tal deverá capturar os integrantes dos outros sabores antes que os mesmos cheguem aos seus refúgios (onde estarão a salvo) - (a cada criança capturada a equipe dominante naquele momento marcará um ponto, em contra partida, cada criança capturada faz com que seu grupo perca um ponto).
A cada rodada uma equipe diferente será a dominante e no final da aula a equipe que tiver mais pontos será a vencedora.
VARIAÇÂO: O professor poderá ao invés de marcar pontos, colocar as crianças capturadas “presas” nos refúgios das equipes que as capturou. Podendo acontecer durante o jogo troca de elementos capturados por integrantes da equipe. A equipe que tiver todos os seus integrantes capturados será eliminada do jogo, e a equipe que tiver menos integrantes capturados será a vencedora. A variação também pode ser feita como um novo jogo, após o jogo original.
 
Avaliação
Através das impressões e diálogos com a turma verificar o nível de apreensão nas atividades vivenciadas acerca:
1. As relações estabelecidas entre o conhecimento e a memória gustativa, bem como a integração dos diferentes sentidos à mesma;
2. O envolvimento dos alunos em vivências corporais associadas à interpretação e associação de informações diversas;
3. O comportamento do aluno em disputas em grupo e de contato físico (entendimento e respeito às regras, respeito aos colegas, comportamento diante à derrota e vitória, Cooperação com o grupo, etc).
O que o aluno poderá aprender com esta aula
• A importância do paladar na descoberta dos sabores, bem como sua interação com os outros sentidos;
• A existência de uma memória gustativa importante na associação e classificação das substâncias; 
• A associação e interpretação de informações ligadas ao paladar.
Duração das atividades
As reflexões e vivências dos alunos serão distribuídas em atividades que totalizarão 100 minutos.
  • Como sugestão de atividade olfativas sugerimos as seguintes:
Jogo: colocar em caixas individuais: alho descascado, cebola, laranja, manga..... Essas caixas devem ser escuras o bastante para que as crianças não consigam ver o que estão cheirando.
Dividir os alunos em grupos de acordo com a quantidade de alunos que houver na classe, Vendar os olhos de um de cada grupo e ir colocando-os para cheirar os pequenos potes. Quem acertar passa pro próximo potinho... O professor deve deixar claro para o aluno que o único sentido que pode ser usado é o olfato.

Equilíbrio
            É a manutenção do corpo em uma mesma posição, durante um tempo determinado, em decorrência do ajustamento harmonioso dos músculos contra a gravidade.
Através do equilíbrio a criança conseguirá manter a postura corporal e, em consequência, a exploração do espaço.
            É de extrema importância trabalhar o equilíbrio na infância. O equilíbrio, o tônus e a postura formam a base essencial da Coordenação Motora Dinâmica Global. Os exercícios de equilíbrio tem a finalidade de melhorar o comando nervoso, a precisão motora e o controle global dos deslocamentos do corpo no espaço.
            O equilíbrio dinâmico é aquele conseguido com o corpo em movimento, determinando sucessivas alterações da base de sustentação. Quando um corpo está em movimento retilíneo uniforme diz-se que está em equilíbrio dinâmico. O equilíbrio estático é a capacidade para assumir e sustentar qualquer posição do contra a força da gravidade.
            Para que isto aconteça é necessário que os sistemas nervoso e locomotor esteja em pleno funcionamento, e trabalhando em conjunto, afim de minimizar ao máximo o gasto energético. O Equilíbrio estático é uma das qualidades psicomotoras mais importantes para o desenvolvimento humano já que é ele que proporciona oportunidade de se estar parado, ainda tendo condições de usar as outras qualidades psicomotoras.
            Esta capacidade é posta em causa nos doentes que têm alguma patologia relacionada com os elementos do corpo que mantêm a postura.
  • Como sugestão de atividades de equilíbrio sugerimos as seguintes:
 - Exercícios de equilíbrio estático (parado) e dinâmico (em movimento), por ex: ficar parado num pé só (ambos os pés, com olhos aberto, fechados...), pular com um pé só (ambos os pés, para frente, para trás, em cima de linhas retas, linhas curvas...), na pré-escola costumo realizar estas atividades utilizando o encosto da cadeira como apoio.
- Movimentos pendulares do corpo, por ex: balançar o corpo de um lado, do outro, num pé só ir para frente, para trás...
- Passar o peso do corpo de um lado para outro;
- Exercícios de relaxamento;
- Subir e descer escadas;
- Pular amarelinha;
- Marchas;
- Pular corda.
** Trabalhar também, o equilíbrio de objetos sobre o corpo, utilizando diferentes objetos em diferentes partes do corpo, de quebra, trabalha esquema corporal. Realizo estas brincadeiras de equilíbrio organizando um percurso onde as crianças deverão percorrer, pode ser até na sala de aula.

ESTÁTUA
Estratégias e recursos da aula
Atividade 1: Trilha do “já-quem-pô” 
Material: Giz ou fita crepe.
Descrição da atividade: Com um giz ou uma fita crepe, o professor desenhará na quadra um caminho cheio de curvas.
Deverá dividir a turma em duas equipes; cada equipe deverá formar uma coluna em cada extremidade da trilha. Ao sinal do professor o primeiro de cada coluna andará pela trilha o mais rápido que puder até encontrar o colega da equipe adversária. Neste momento ambos deverão jogar uma partida de “já-quem-pô”
Como jogar?
Para jogar o “já-quem-pô”, alguns termos devem ser apreendidos:
  1. mão fechada : significa pedra;
  2. mão aberta: significa papel;
  3. mão fechada com apenas os dedos indicador e médio estendidos, no formato em “V”: significa tesoura.
Algumas regras do jogo: para obter resultado para pontuação faz-se necessário seguir as orientações abaixo apresentadas:
 1. a tesoura em competição com o papel, será vencedora, pois ela corta o mesmo;
 2. o papel em competição com a pedra será vencedor, pois cobre a mesma;
 3. a pedra em competição com a tesoura será vencedora, pois quebra a mesma.
Continuando o jogo: o jogador vencedor do “já-quem-pô” segue pela trajetória desenhada, enquanto o perdedor cede seu lugar para o próximo da coluna de sua equipe. Este irá ao encontro com o concorrente vencedor, isto é, o adversário, onde deverão novamente jogar o “já-quem-pô”.
Vencerá a equipe que alcançar a extremidade da trilha da equipe adversária.
Atividade 2: Jogo do equilíbrio.
Material:  uma corda.
Descrição da atividade: em uma corda estendida  ao chão com suas extremidades fixas, os alunos andarão em cima desta de um lado para o outro.
Conforme o desempenho de cada criança no desenvolvimento da atividade, ou seja, esta apresente evolução em relação ao equilíbrio, o professor poderá apresentar desafios com nível maior de complexidade, como:
  1. de posse de um bambolê, executar a trajetória caminhando na corda, girando o bambolê com um dos braços;
  2. caminhar em cima da corda com um livro na cabeça;
  3. executar a trajetória caminhando na corda de costas, entre outros desafios que achar conveniente ao nível de desenvolvimento dos alunos participantes.
Referência: Atividade adaptada de : MAJOR, Suzanne. Crianças com dificuldades de aprendizado: Jogos e aprendizado. Editora Manole, 1990.
Atividade 3: A centopeia.
Formação: grupos constituídos de quatro a seis alunos.
Descrição da atividade: o grupo em fileira deverá se posicionar apoiando as mãos no chão e os pés sobre os ombros de colega que se encontra atrás deste. O último da fileira ficará de joelhos, tendo os pés do colega da frente apoiado em seus ombros.
O professor, tendo todos os grupos na posição, deverá solicitar a estes que executem deslocamentos diversificados como: andar para frente, lateralmente, tomando cuidado para não se desequilibrarem. Deve-se iniciar a brincadeira com grupos de quatro podendo aos poucos agregar mais alunos na medida em que o grupo sentir-se capaz de cumprir a tarefa.
Referência: CIVITATE, Héctor. 505 Jogos Cooperativos e Competitivos. Rio de Janeiro: Sprint, 2003.
Atividade 4: Escorregador e gangorra.
Material: escorregador, gangorra, balança.
Descrição da atividade: Para que possa oportunizar as crianças possibilidades para desenvolver o equilíbrio o professor deverá levá-las ao parquinho da escola onde poderão explorar os brinquedos, como subir e descer no escorregador, escorregar deitada em decúbito ventral, de costas, sentada sem apoiar as mãos, de cócoras com apoio das mãos na lateral do escorregador, entre outras posições desafiadoras.
Outro brinquedo é a gangorra, onde poderão se equilibrar, entre dois pesos. Enquanto uma criança está ao alto, a outra está abaixo da gangorra, controlando por meio do equilíbrio e força os dois corpos.
A balança é mais um brinquedo onde se pode desenvolver o equilíbrio brincando.
Avaliação
A avaliação deverá ser feita no decorrer de toda a aula, tendo a observação do professor direcionada:
- as dificuldades do aluno em conhecer um ponto de equilíbrio do seu corpo;
- se o aluno compreende o que é o equilíbrio;
- nível de estratégia utilizada pelo aluno para superar o desequilíbrio.

CONCLUSÃO
A contribuição dos jogos para a integração social
            Seria impossível discorrer sobre a importância dos jogos na ativação da memória dos indivíduos sem que antes ressaltássemos a importância da atividade psicomotora na integração social das crianças. Por isso os jogos não são meros jogos
            No decorrer de nossa prática docente é possível identificar entre os alunos, falas e gestos que ditam suas condutas em diferentes situações; é possível perceber a interação entre os mesmos que definirá independente ou não do adulto, do professor, quem deve participar ou não da brincadeira. Destaca-se assim, a importância do educador e de suas opções pedagógicas para viabilizar um ambiente favorável à educação. Cabe a ele ajudar as crianças a conduzirem suas práticas de forma crítica e autocrítica, não apenas evitando que decisões tiranas impostas por algum aluno ou pelo próprio professor reinem, mas, principalmente, valorizando o diálogo e a discussão entre os sujeitos do processo.



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